domingo, 17 de julho de 2016

Em busca da harmonia: menos estresse, por favor!


 Sintomas de ansiedade e estresse tem se manifestado cada vez com mais frequência nos dias de hoje. Assim como sintomas da tireoide, sobrepeso, fadiga crônica e sinais de esgotamento.
O estresse faz parte da história do ser humano e não é uma doença, como se imagina. É, ao contrário, uma reação natural do organismo a uma situação perigosa – real ou imaginária – ou resultado da tensão cumulativa que encontramos no dia a dia.
Entre outros, causado por:
* Lesões físicas: Fraturas, quedas, acidentes, cicatrizes cirúrgicas, excesso de frio ou calor;
* Substâncias químicas: álcool, nicotina, transgênicos, agrotóxicos, medicamentos;
* Poluição eletromagnética: Aparelhos de micro-ondas, celulares, antenas de rádio;
* Conflitos biológicos: agressões, separações, morte, medo de abandono, entre outros;
* Hábitos emocionais (de outras situações pré-existentes) como raiva, culpa, medo, remorso.
Ou seja, todas as pessoas que sofrem da síndrome de ansiedade, estresse ou qualquer doença, viveram uma experiência desagradável e inesperada, pode ser uma crise importante, como um divórcio, a morte de um ente querido, um abalo no emprego ou na carreira, outro acontecimento emocional traumático ou outro tipo de lesão.
Com o tempo algumas situações acabam sobrecarregando e enfraquecendo as glândulas suprarrenais (responsável por equilibrar o nível de estresse do corpo). Deste modo entendemos como o esgotamento adrenal está envolvido com sintomas de estresse e ansiedade – acompanhado de outras possíveis alterações hormonais.
Enquanto o corpo puder restaurar a homeostase ou o equilíbrio natural, uma doença grave não ocorre e os níveis hormonais permanecem razoavelmente adequados.
Já quando um evento não é suportado e a capacidade de resolver e eliminar uma situação é comprometida, ocorrem alterações, enfraquecendo o sistema imunológico e reduzindo a vitalidade tecidual, instalando “doenças”.
Sendo a doença uma a reação do corpo a situações da vida, a fadiga excessiva é o esgotamento autoinduzido pela sobrecarga sofrida pelo corpo. E as doenças se manifestam nos órgãos ou sistemas mais fortemente associados a esse estresse específico. Nada é por acaso, os tecidos/órgãos afetados estão diretamente ligados com as fragilidades de cada indivíduo, a percepção e a função biológica de cada tecido.
Todos sofremos em algum nível as consequências de emoções e comportamentos negativos. Toda doença e, em última análise, o medo, a ansiedade, o ressentimento, a raiva, a culpa e a depressão bloqueiam a saúde vital de nossas células.
Pesquisas mostram que 8 em cada 10 medicamentos receitados, servem para tratar de problemas diretamente relacionados ao estresse: antidepressivos, ansiolíticos, pílulas para dormir, para hipertensão arterial, antiácidos para gastrites, entre outros.
E os pesquisadores também nos fazem lembrar que, embora a mente consciente processe cerca de 400 bits de informações por segundo, a mente subconsciente processa mais de 11 milhões de bits de informações por segundo. As informações contidas no nosso subconsciente, portanto, podem se sobrepor às melhores intenções conscientes.
O movimento da saúde integral enfatiza a importância dos aspectos emocionais ao bem-estar geral. Nós somos resultados das inter-relações físicas e emocionais, podemos ativar o efeito de homeostase (equilíbrio) por meio de autoconhecimento, autorresponsabilidade e quando necessário auxilio de terapias que liberam a base emocional de uma doença orgânica.
Aprender com as próprias queixas promove desenvolvimento do bem-estar.

Dra. Luana Frasson Avila

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