Sintomas de ansiedade e estresse tem se manifestado cada vez com mais
frequência nos dias de hoje. Assim como sintomas da tireoide,
sobrepeso, fadiga crônica e sinais de esgotamento.
O estresse faz parte da história do ser humano e não é uma
doença, como se imagina. É, ao contrário, uma reação natural
do organismo a uma situação perigosa – real ou imaginária – ou
resultado da tensão cumulativa que encontramos no dia a dia.
Entre outros, causado por:
* Lesões físicas: Fraturas, quedas, acidentes, cicatrizes
cirúrgicas, excesso de frio ou calor;
* Substâncias químicas: álcool, nicotina, transgênicos,
agrotóxicos, medicamentos;
* Poluição eletromagnética: Aparelhos de micro-ondas, celulares,
antenas de rádio;
* Conflitos biológicos: agressões, separações, morte, medo de
abandono, entre outros;
* Hábitos emocionais (de outras situações pré-existentes) como
raiva, culpa, medo, remorso.
Ou seja, todas as pessoas que sofrem da síndrome de ansiedade,
estresse ou qualquer doença, viveram uma experiência desagradável
e inesperada, pode ser uma crise importante, como um divórcio, a
morte de um ente querido, um abalo no emprego ou na carreira, outro
acontecimento emocional traumático ou outro tipo de lesão.
Com o tempo algumas situações acabam sobrecarregando e
enfraquecendo as glândulas suprarrenais (responsável por equilibrar
o nível de estresse do corpo). Deste modo entendemos como o
esgotamento adrenal está envolvido com sintomas de estresse e
ansiedade – acompanhado de outras possíveis alterações
hormonais.
Enquanto o corpo puder restaurar a homeostase ou o equilíbrio
natural, uma doença grave não ocorre e os níveis hormonais
permanecem razoavelmente adequados.
Já quando um evento não é suportado e a capacidade de resolver e
eliminar uma situação é comprometida, ocorrem alterações,
enfraquecendo o sistema imunológico e reduzindo a vitalidade
tecidual, instalando “doenças”.
Sendo a doença uma a reação do corpo a situações da vida, a
fadiga excessiva é o esgotamento autoinduzido pela sobrecarga
sofrida pelo corpo. E as doenças se manifestam nos órgãos ou
sistemas mais fortemente associados a esse estresse específico. Nada
é por acaso, os tecidos/órgãos afetados estão diretamente ligados
com as fragilidades de cada indivíduo, a percepção e a função
biológica de cada tecido.
Todos sofremos em algum nível as consequências de emoções e
comportamentos negativos. Toda doença e, em última análise, o
medo, a ansiedade, o ressentimento, a raiva, a culpa e a depressão
bloqueiam a saúde vital de nossas células.
Pesquisas mostram que 8 em cada 10 medicamentos receitados, servem
para tratar de problemas diretamente relacionados ao estresse:
antidepressivos, ansiolíticos, pílulas para dormir, para
hipertensão arterial, antiácidos para gastrites, entre outros.
E os pesquisadores também nos fazem lembrar que, embora a mente
consciente processe cerca de 400 bits de informações por segundo, a
mente subconsciente processa mais de 11 milhões de bits de
informações por segundo. As informações contidas no nosso
subconsciente, portanto, podem se sobrepor às melhores intenções
conscientes.
O movimento da saúde integral enfatiza a importância dos aspectos
emocionais ao bem-estar geral. Nós somos resultados das
inter-relações físicas e emocionais, podemos ativar o efeito de
homeostase (equilíbrio) por meio de autoconhecimento,
autorresponsabilidade e quando necessário auxilio de terapias que
liberam a base emocional de uma doença orgânica.
Aprender com as próprias queixas promove desenvolvimento do
bem-estar.
Dra. Luana Frasson Avila
