terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quando a Microfisioterapia e a Leitura Biológica trabalham juntas...



Enquanto Fisioterapeuta, sempre penso no bom funcionamento do organismo, que vai muito além de articulações e músculos, pois os aspectos físicos e emocionais estão entrelaçados.
Com esse olhar integral encontrei na Microfisioterapia e na Leitura Biológica (Difundida no Brasil por Emmanuel Corbeel – com base nos ensinamentos da Nova Medicina Germânica) uma combinação incrível de tratamento fisioterapêutico.
Saber que impactos emocionais não atingem apenas a matéria, mas também as substâncias e impactam toda a estrutura celular – como explicam Grosjean e Benini, criadores da Microfisioterapia – mostra que o bem-estar físico depende do bem-estar do indivíduo como um todo.
E mais! Candace Pert em seu magnífico trabalho pode explicar como as células do corpo armazenam memórias e emoções. Então partimos de uma nova forma de interpretação dos sintomas.
Como isso é possível?
Dr. Hamer (Nova Medicina Germânica) explica: “tudo é uma questão de sobrevivência”. Diante de qualquer ameaça (situação vivida em hiperestresse), desencadeamos uma resposta, através do Sistema Nervoso Autônomo. Nesse momento as informações são arquivadas.
O sistema nervoso autônomo tem dois componentes: o simpático e o parassimpático. O simpático produz as mudanças necessárias para “sobreviver” ao estímulo responsável pelo estresse. O sistema parassimpático controla a “resposta de relaxamento”, que visa devolver o equilíbrio ao corpo.
Assim, quanto maior o tempo de exposição ao estresse ou a intensidade, maior a expressão do desequilíbrio das atividades do sistema nervoso simpático e parassimpático e o resultado final é algo sintomático e desconfortável para o corpo.
O que acontece então?
Uma grande possibilidade de sintomas, que vão desde irritabilidade, ansiedade, depressão, insônia a mal funcionamento dos órgãos e/ou modificação de comportamento… Tudo depende das situações que foram vividas (muitas vezes repetidamente vividas).
Não parece justo levar tudo isso em consideração?
Não somos robôs! Nós somos seres biológicos com instintos primitivos e sim, respondemos aos conflitos biológicos (que é diferente de conflito psicológico), não há tecnologia que mude isso.
Como diz Emmanuel Corbeel: “O sintoma é sempre justo” e graças a manifestação de um sintoma saberemos as nuances de como o corpo pode estar lhe dando com situações da vida.
Com a microfisioterapia é possível tornar evidente uma informação através da especificidade da palpação (leitura holográfica) e auxiliar o organismo a reestabelecer um melhor funcionamento.
A inscrição de uma lesão não é feita aleatoriamente como percebemos acima, a conexão dos tecidos embriológicos em resposta ao sistema nervoso autônomo é sempre coerente.
Por isso ambas áreas de estudo buscam as informações primárias, as situações que programaram e como se inscreveram no organismo biológico, despertando assim a possibilidade de auto-cura.

Dra. Luana Frasson


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ele é apenas um menininho..


 Um dos textos mais lindos que já li...

Escute, filho: enquanto falo isso, você está deitado, dormindo, uma mãozinha enfiada debaixo do seu rosto, os cachinhos louros molhados de suor grudados na fronte. Entrei sozinho e sorrateiramente no seu quarto. Há poucos minutos atrás, enquanto eu estava sentado lendo meu jornal na biblioteca, fui assaltado por uma onda sufocante de remorso. E, sentindo-me culpado, vim para ficar ao lado de sua cama.
Andei pensando em algumas coisas, filho: tenho sido intransigente com você. Na hora em que se trocava para ir à escola, ralhei com você por não enxugar direito o rosto com a toalha. Chamei-lhe a atenção por não ter limpado os sapatos. Gritei furioso com você por ter atirado alguns de seus pertences no chão.
Durante o café da manhã, também impliquei com algumas coisas. Você derramou o café fora da xícara. Não mastigou a comida. Pôs o cotovelo sobre a mesa. Passou manteiga demais no pão. E quando começou a brincar e eu estava saindo para pegar o trem, você se virou, abanou a mão e disse: “Chau, papai!” e, franzindo o cenho, em resposta lhe disse: “Endireite esses ombros!”
De tardezinha, tudo recomeçou. Voltei e quando cheguei perto de casa vi-o ajoelhado, jogando bolinha de gude. Suas meias estavam rasgadas. Humilhei-o diante de seus amiguinhos fazendo-o entrar na minha frente. As meias são caras – Se você as comprasse tomaria mais cuidado com elas! Imagine isso, filho, dito por um pai!
Mais tarde, quando eu lia na biblioteca, lembra-se de como me procurou, timidamente, uma espécie de mágoa impressa nos seus olhos? Quando afastei meu olhar do jornal, irritado com a interrupção, você parou à porta: “O que é que você quer?”, perguntei implacável.
Você não disse nada, mas saiu correndo num ímpeto na minha direção, passou seus braços em torno do meu pescoço e me beijou; seus braços foram se apertando com uma afeição pura que Deus fazia crescer em seu coração e que nenhuma indiferença conseguiria extirpar. A seguir retirou-se, subindo correndo os degraus da escada.
Bom, meu filho, não passou muito tempo e meus dedos se afrouxaram, o jornal escorregou por entre eles, e um medo terrível e nauseante tomou conta de mim. Que estava o hábito fazendo de mim? O hábito de ficar achando erros, de fazer reprimendas? Era dessa maneira que eu o vinha recompensando por ser uma criança. Não que não o amasse; o fato é que eu esperava demais da juventude. Eu o avaliava pelos padrões da minha própria vida.
E havia tanto de bom, de belo e de verdadeiro no seu caráter. Seu coraçãozinho era tão grande quanto o sol que subia por detrás das colinas. E isto eu percebi pelo seu gesto espontâneo de correr e de dar-me um beijo de boa noite. Nada mais me importa nesta noite, filho. Entrei na penumbra do seu quarto e ajoelhei-me ao lado de sua cama, envergonhado!
É uma expiação inútil; sei que, se você estivesse acordado, não compreenderia essas coisas. Mas amanhã eu serei um papai de verdade! Serei seu amigo, sofrerei quando você sofrer, rirei quando você rir. Morderei minha língua quando palavras impacientes quiserem sair pela minha boca. Eu irei dizer e repetir, como se fosse um ritual: “Ele é apenas um menino, um menininho!”

Receio que o tenha visto até aqui como um homem feito. Mas, olhando-o agora, filho, encolhido e amedrontado no seu ninho, certifico-me de que é um bebê. Ainda ontem esteve nos braços de sua mãe, a cabeça deitada no ombro dela. Exigi muito de você, exigi muito.

Texto de W. Livingston Larned.