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domingo, 16 de abril de 2017

Os sintomas são mais do que doenças


Nós chamamos de Sintomas.
São informações.
Podem ser sentimentos.
E raramente são mensuráveis.

Durante os atendimentos de Microfisioterapia buscamos a etiologia (a causa) de um determinado sintoma. E muitas vezes encontramos na memória celular uma situação de outra época da vida.
Dr. Robin Kelly, quando fala do seu trabalho no holograma humano, cita: “As pistas vão desde o princípio da infância até a idade adulta. Por isso frequentemente precisamos curar injustiças que sofremos quando crianças – sentimentos de abandono, mágoas não resolvidas, negação e neutralização de força, cujo uso nos foi reprimido, e do potencial, cuja manifestação nos foi proibida e cicatrizes emocionais associadas com abuso físico e sexual.”
Há muitas outras situações, talvez menos óbvias que precisam ser levadas em consideração: “O filho primogênito que precisa sacrificar uma infância despreocupada para adotar um papel de alguém mais maduro; A criança talentosa estimulada a obter sucesso acadêmico à custa da espontaneidade e do maravilhamento da infância; A criança a quem não se permite experimentar o fracasso, e a criança que ouve constantemente que não deve nunca falhar e/ou nunca elevar-se muito”.
Eu gosto dessa explicação do Dr. Robin, pois mostra que não são apenas situações catastróficas e trágicas que moldam nossa vida, mas o modo como o ambiente e a vida se apresenta para uma criança é determinante pro seu futuro.
Ao ouvir os pacientes relatarem suas histórias e entender alguns ciclos que estiveram presentes na sua vida, participo com meu trabalho, tornando evidente algo que talvez agora não seja mais necessário para seu sistema de proteção, aliviando seus sintomas.
E citando novamente Dr. Robin: “uma vez que esses ciclos são reconhecidos, eles podem ser encerrados com sucesso.”
Talvez seja obvio que todo processo de autoconhecimento envolve revisitar o passado de quem está se submetendo a esse processo. É importante conhecer aquilo que se precisa saber sobre o sintoma, para que cada um siga a seu modo, rumo a evolução.


Dra. Luana Frasson Avila

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ele é apenas um menininho..


 Um dos textos mais lindos que já li...

Escute, filho: enquanto falo isso, você está deitado, dormindo, uma mãozinha enfiada debaixo do seu rosto, os cachinhos louros molhados de suor grudados na fronte. Entrei sozinho e sorrateiramente no seu quarto. Há poucos minutos atrás, enquanto eu estava sentado lendo meu jornal na biblioteca, fui assaltado por uma onda sufocante de remorso. E, sentindo-me culpado, vim para ficar ao lado de sua cama.
Andei pensando em algumas coisas, filho: tenho sido intransigente com você. Na hora em que se trocava para ir à escola, ralhei com você por não enxugar direito o rosto com a toalha. Chamei-lhe a atenção por não ter limpado os sapatos. Gritei furioso com você por ter atirado alguns de seus pertences no chão.
Durante o café da manhã, também impliquei com algumas coisas. Você derramou o café fora da xícara. Não mastigou a comida. Pôs o cotovelo sobre a mesa. Passou manteiga demais no pão. E quando começou a brincar e eu estava saindo para pegar o trem, você se virou, abanou a mão e disse: “Chau, papai!” e, franzindo o cenho, em resposta lhe disse: “Endireite esses ombros!”
De tardezinha, tudo recomeçou. Voltei e quando cheguei perto de casa vi-o ajoelhado, jogando bolinha de gude. Suas meias estavam rasgadas. Humilhei-o diante de seus amiguinhos fazendo-o entrar na minha frente. As meias são caras – Se você as comprasse tomaria mais cuidado com elas! Imagine isso, filho, dito por um pai!
Mais tarde, quando eu lia na biblioteca, lembra-se de como me procurou, timidamente, uma espécie de mágoa impressa nos seus olhos? Quando afastei meu olhar do jornal, irritado com a interrupção, você parou à porta: “O que é que você quer?”, perguntei implacável.
Você não disse nada, mas saiu correndo num ímpeto na minha direção, passou seus braços em torno do meu pescoço e me beijou; seus braços foram se apertando com uma afeição pura que Deus fazia crescer em seu coração e que nenhuma indiferença conseguiria extirpar. A seguir retirou-se, subindo correndo os degraus da escada.
Bom, meu filho, não passou muito tempo e meus dedos se afrouxaram, o jornal escorregou por entre eles, e um medo terrível e nauseante tomou conta de mim. Que estava o hábito fazendo de mim? O hábito de ficar achando erros, de fazer reprimendas? Era dessa maneira que eu o vinha recompensando por ser uma criança. Não que não o amasse; o fato é que eu esperava demais da juventude. Eu o avaliava pelos padrões da minha própria vida.
E havia tanto de bom, de belo e de verdadeiro no seu caráter. Seu coraçãozinho era tão grande quanto o sol que subia por detrás das colinas. E isto eu percebi pelo seu gesto espontâneo de correr e de dar-me um beijo de boa noite. Nada mais me importa nesta noite, filho. Entrei na penumbra do seu quarto e ajoelhei-me ao lado de sua cama, envergonhado!
É uma expiação inútil; sei que, se você estivesse acordado, não compreenderia essas coisas. Mas amanhã eu serei um papai de verdade! Serei seu amigo, sofrerei quando você sofrer, rirei quando você rir. Morderei minha língua quando palavras impacientes quiserem sair pela minha boca. Eu irei dizer e repetir, como se fosse um ritual: “Ele é apenas um menino, um menininho!”

Receio que o tenha visto até aqui como um homem feito. Mas, olhando-o agora, filho, encolhido e amedrontado no seu ninho, certifico-me de que é um bebê. Ainda ontem esteve nos braços de sua mãe, a cabeça deitada no ombro dela. Exigi muito de você, exigi muito.

Texto de W. Livingston Larned.

domingo, 11 de setembro de 2016

Bruce Lipton: “RECONHEÇA O SEU PODER COM TODA A HUMILDADE”


 O segredo para manter a sanidade em um mundo insano é entender e manter o relacionamento com a realidade. E a realidade da qual estamos falando não é a realidade absurda da TV, mas aquela que conecta tudo e todos.
Como humanos, não temos poderes divinos, mas temos poderes humanos. Entender a extensão e as limitações do próprio poder e agir de acordo com ele é o segredo para manter a sanidade individual e contribuir para um mundo mais são.
O programa para um futuro feliz está em nós. Precisamos apenas ativá-los por meio de nossa consciência e de nossos atos. Os pecados de que nos arrependemos tanto, são apenas erros. Temos que escolher novas respostas, mesmo que algumas delas talvez sejam vistas como erros ou becos sem saída, elas nos levarão na direção do nosso “eu”.
Curar o mundo é uma atitude que precisa vir de dentro pra fora. Tudo que fazemos individualmente para ser mais coerentes se reflete no campo como ondas na superfície de uma lagoa.
Amor gera amor. Quem semeia colhe.
Pessoas coerentes e compassivas, não têm a necessidade de dominar as outras, muito pelo contrário. Estimulam a cooperação em vez da competição. Por que? Porque um mundo harmonioso deveria ser o maior interesse de todos.
Para aqueles que já estão envolvidos pelo crescimento pessoal, é hora de aplicar esses conhecimentos e sabedoria para o bem do mundo como um todo. Chegou a hora de deixar pra trás as limitações. Não faz mais sentido ter uma vida equilibrada em um mundo desequilibrado.
Se os físicos estiverem certos, a única coisa de que temos certeza, é a incerteza. A realidade não acontece se não a fazemos acontecer. Em outras palavras, a melhor maneira de aceitar a incerteza do mundo é cultivando a certeza em nossos corações.


Trecho de Evolução Espontânea – Bruce Lipton